Momento Político
O cenário brasileiro atual está um pouco sem direção, pois os políticos não pensa no povo.
PARA REFLETIR
Infelizmente, muitas vezes o horário eleitoral, que deveria ser utilizado para apresentar propostas e soluções para os problemas do país, transforma-se em um espaço de acusações, ataques e disputas entre candidatos.
Quem acompanha minimamente a realidade brasileira sabe que nenhum governo será capaz de resolver, de um dia para o outro, problemas que foram construídos ao longo de décadas. Muitos dos que hoje apontam o dedo para os outros também, de alguma maneira, já participaram da história política do país e tiveram oportunidades de contribuir para que a realidade fosse diferente.
Por isso, mais importante do que assistir a uma interminável troca de acusações é conhecer a história, analisar o passado, avaliar as propostas e observar a conduta de cada candidato.
O que considero ainda mais preocupante é quando essa disputa política ultrapassa certos limites e chega ao ponto de envolver, em tom de deboche ou brincadeira, o nome de JESUS, o Cristo de Deus.
Podemos discutir esquerda e direita, governos, candidatos e ideologias. Tudo isso pertence ao campo das escolhas humanas. Mas, para aqueles que professam a fé cristã, as coisas de Deus merecem respeito.
JESUS não pertence à esquerda nem à direita. JESUS pertence à humanidade.
Cristo pregou o amor, a misericórdia, o perdão, a justiça e a união. Na parábola da ovelha perdida, Ele nos ensina o valor de cada ser humano: o pastor deixa as noventa e nove em segurança e vai à procura daquela que se perdeu.
Talvez esteja justamente aí uma lição de que o Brasil tanto necessita: não construiremos uma nação melhor tentando destruir uns aos outros.
Enquanto permanecermos nesse eterno cabo de guerra, em que um lado deseja simplesmente derrotar o outro, continuaremos gastando forças que deveriam estar sendo utilizadas para enfrentar os verdadeiros problemas da população.
Será realmente necessário chegarmos ao fundo do poço para compreendermos que precisamos caminhar juntos?
Há ainda outra passagem extraordinária do Evangelho. Quando uma mulher acusada de adultério estava prestes a ser apedrejada, Jesus disse:
“Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.”
Antes de apontarmos o dedo para alguém, portanto, deveríamos olhar também para nós mesmos.
Isso vale para políticos, eleitores, jornalistas e para todos nós.
O jornalismo, especialmente em períodos eleitorais, exerce uma função fundamental. Precisamos de profissionais que façam perguntas difíceis, sim, mas perguntas que ajudem a sociedade a compreender as propostas, comparar projetos e conhecer melhor aqueles que pretendem governar. O objetivo deve ser informar, questionar e esclarecer — e não simplesmente confirmar uma opinião previamente estabelecida.
Precisamos de informação, e não desinformação.
Há um livro de Bob Briner chamado Os Métodos de Administração de Jesus, cuja leitura considero muito interessante. É uma obra de linguagem simples que apresenta ensinamentos de Jesus sob a perspectiva da liderança e da administração. É um daqueles livros que, quando leio, penso: “Gostaria de ter escrito algo assim.”
Não podemos esquecer que estamos neste planeta para evoluir. A perfeição não está aqui. Todos cometemos erros, temos limitações e carregamos nossas próprias imperfeições.
Na política não será diferente. Não encontraremos candidatos perfeitos. Mas podemos — e devemos — procurar pessoas honestas, responsáveis e comprometidas com o bem público. Podemos aceitar que alguém tenha defeitos; o que não devemos aceitar é que o dinheiro e a confiança do povo sejam tratados com desonestidade.
E aqui me recordo de uma máxima atribuída a Alziro Zarur:
“A Lei Divina, julgando o passado de homens, povos e nações, determina-lhes o futuro.”
Talvez não precisemos gastar tanta energia acusando uns aos outros. Podemos estudar o passado, observar os atos, analisar as propostas e tirar nossas próprias conclusões.
No momento da escolha, não devemos procurar um salvador da pátria nem acreditar em perfeição humana. Devemos usar a consciência, a razão e os valores que consideramos fundamentais para escolher, entre as opções existentes, aquela que julgamos mais preparada, honesta e capaz de servir ao povo.
Menos ódio. Menos acusações. Mais propostas. Mais responsabilidade. Mais união.
E, acima de tudo, que jamais permitamos que as divergências políticas sejam maiores do que aquilo que Jesus nos ensinou:
amar a Deus e amar o próximo.